Abel Ferreira demonstrou incômodo ao ser questionado sobre os lances polêmicos da goleada do Palmeiras por 4 a 0 sobre o Vitória, no Barradão. Durante a entrevista coletiva, o treinador defendeu as expulsões de Cacá e Luan Cândido e afirmou que o árbitro apenas aplicou as regras.
A partida pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro ficou marcada pela atuação da arbitragem. O Vitória teve dois jogadores expulsos em um intervalo de poucos minutos e terminou o confronto com nove atletas.

Abel rebate questionamento de repórter
A pergunta foi realizada por um repórter da TV Globo, que pediu a avaliação do treinador sobre os lances que provocaram reclamações dos jogadores e da comissão técnica do Vitória.
Abel respondeu em tom firme e questionou se ainda existia alguma dúvida sobre as decisões tomadas pela arbitragem.
“Há dúvidas? Tu tens dúvidas? Não há dúvidas, tu viste o mesmo que eu. Para mim, não há dúvida absolutamente nenhuma. Viram a perna dele, não viram? Pronto. Para mim, o árbitro só seguiu a regra”, declarou.
O treinador reconheceu que outras pessoas poderiam interpretar o lance de maneira diferente, mas manteve sua posição.
“É a minha opinião. Aceito que tu e teus colegas pensem diferente”, acrescentou.
Treinador do Palmeiras defende expulsão de Cacá
A primeira expulsão aconteceu após uma entrada de Cacá em Jhon Arias. O árbitro Alex Gomes Stefano foi chamado pelo VAR para analisar o lance no monitor e entendeu que o jogador do Vitória cometeu jogo brusco grave.
Depois da revisão, o cartão inicialmente aplicado foi substituído pelo vermelho direto.
Foi justamente esse o lance mencionado por Abel ao falar sobre a perna atingida. Na avaliação do treinador palmeirense, as imagens mostraram elementos suficientes para justificar a expulsão.
Gesto de Luan Cândido também é citado
Pouco depois da saída de Cacá, Luan Cândido fez um gesto associado a “roubo” em direção à arbitragem. A atitude não foi identificada imediatamente em campo, mas o VAR chamou novamente o árbitro ao monitor.
Após rever as imagens, Alex Gomes Stefano expulsou o defensor e deixou o Vitória com apenas nove jogadores.
Abel também defendeu a decisão e mencionou o comportamento do atleta.
“A outra: conheces o histórico do Luan Cândido? Aquele gesto é claro, muito claro. O que o árbitro fez foi seguir as regras. É preciso coragem para seguir as regras”, analisou.
O treinador não detalhou, durante a resposta, a qual episódio do histórico de Luan Cândido estava se referindo.
Vitória também reclamou de lance envolvendo Maurício
As duas expulsões aumentaram a irritação do Vitória porque, minutos antes, a equipe baiana havia pedido cartão vermelho para Maurício.
Durante uma disputa com Cacá, o jogador palmeirense atingiu o rosto do adversário com o cotovelo. O árbitro mostrou somente o cartão amarelo, e o VAR não recomendou uma revisão.
A decisão provocou protestos dos jogadores, da comissão técnica e da torcida rubro-negra. Para Paulo César de Oliveira, analista de arbitragem da Globo, o lance apresentava elementos para uma possível expulsão.
Expulsões mudaram o rumo da partida
Antes de ficar com dois jogadores a menos, o Vitória realizava uma partida equilibrada, ameaçava o gol defendido por Carlos Miguel e oferecia poucas oportunidades ao Palmeiras.
Depois dos cartões vermelhos, a equipe baiana perdeu a organização e demonstrou nervosismo. O Palmeiras aproveitou a superioridade numérica para abrir vantagem ainda no primeiro tempo e controlar o restante do confronto.
Maurício, Fabiano Souza, contra, Jhon Arias e Ramón Sosa marcaram os gols da vitória por 4 a 0.
Apesar das reclamações do adversário, Abel deixou claro que não considera as expulsões equivocadas. Para o treinador, a arbitragem teve coragem para aplicar as regras mesmo diante da pressão no Barradão.


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